Culminou a época de provas de caça com a Taça de Portugal, organizada pelo Clube Português de Canicultura o evento, deste tipo, com maior prestigio e maior nível competitivo.
Trinta e sete exemplares inscritos, repare-se que foram muitos mais que aqueles que disputaram há bem pouco tempo, a Taça do Rei, em Espanha.
Para julgar a Taça de Portugal foi convidado o juiz francês, Sr. Bernard Relaxans, pessoa de grande experiência, não só como juiz mas também como criador e condutor. A sua presença muito dignificou esta realização.
A confirmar os resultados obtidos nas provas anteriormente referidas os Perdigueiros Portugueses portaram-se a um nível altíssimo, o que significa, indiscutivelmente, que os resultados conseguidos não são fruto do acaso, antes representam uma evolução consistente assente num trabalho técnico sério e eficaz que tem vindo a ser feito por alguns criadores, treinadores e condutores de Perdigueiros Portugueses.
Dos trinta e sete (37) cães inscritos nove (9) eram perdigueiros portugueses que competiram com dezanove (19) bracos alemães, oito (8) epagneul breton e um (1) epagneul francês.
De notar, desde já, que em relação às provas anteriores, o número de perdigueiros aumentou quase para o dobro, ou seja, de cinco (5) para nove (9).
Os resultados percentuais obtidos pela nossa raça em termos de exemplares classificados, tanto no primeiro como no segundo dia, foram novamente notáveis.
No primeiro dia, com seis (6) exemplares classificados nos nove (9) que concorreram o perd. port. é a segunda raça com maior percentagem de classificações (67%) só batida pelo ep. bret. com sete (7) classificados em oito (8) inscritos (87.5%). No segundo dia o perd. port. é a raça com maior percentagem de classificações, sete (7) classificados em nove (9) inscritos (78%).

De realçar que no primeiro dia os perdigueiros portugueses obtiveram, duas qualificações de excelência, um CACT e uma RCACT.
Como se isto não bastasse no segundo dia todo o mundo ficou de boca aberta, uma RCACIT e mais três qualificações de excelente.
Em abono da raça temos ainda que referir que o Campeão Nacional de St. Huberto de 2010 é um caçador com um perdigueiro português, o Sr. Correia da Silva com o Vero do Choupal, o mesmo cão que se qualificou como o melhor Perdigueiro da Taça de Portugal.
Se estes resultados, conseguidos, esta época, pelos perdigueiros portugueses, não forem suficientes para calar os maldizentes da raça nós cá estaremos para conseguir ainda mais e melhor.
Exigimos-lhes, no entanto, que deixem de ser hipócritas e não continuem a tentar influenciar a opinião pública apregoando a falta de qualidade dos perdigueiros portugueses.
Se não sabem lidar com eles é mais honesto que confessem a sua indisponibilidade, inabilidade e incompetência.
Não lhes pedimos que enalteçam com paliativos imerecidos os PP(s), podem guardar essa verborreia para os exemplares menos bons das outras raças que recomendam.
Em todas as raças há maus, bons, muito bons e excelentes exemplares. Nem os maus nem os excelentes são só perdigueiros portugueses.

O perdigueiro português é uma raça nacional, património deste povo e nós lutando contra a oposição de alguns compatriotas continuaremos a protegê-la e a fazer com que evolua para que cada vez seja mais divulgada e prestigiada como aconteceu agora na TAÇA DE PORTUGAL.
Luís Carlos Fonseca
Presidente da APP